CG_2007

Este é um diário de bordo do desenvolvimento da minha tese de graduação no SENAC e, futuramente, o diário de desnvovimento dos meus trabalhos em CG.

Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

VITÓRIA

GENTE! Ela não ficou uma gracinha?
Só falta o esqueleto, envelopar, colocar os materiais, animar.... coisa simples....

Vitória - olhos e cabelos

aqui temos o cabelo quase completo.




Com um pouco mais de calma consegui seguir a forma básica e ir acrescentando detalhes e subdivisões até o ponto desejado.


O cabelo me deu muito trabalho, mais do que eu esperava, principalmente pelo fato de eu não ter observado a regra que enunciei anteriormente, no interesse de ver o modelo concluído, saí subdividindo o bloco sem nenhuma parcimônia, isto gerou uma grande complicação na ora de organizar os polígonos, seu "edge loops" e pontos.
Resultado: o que aparece aqui no blog é a quarta modelagem do cabelo.




Os olhos.... estes acredito serem objeto de várias pesquisas no futuro, é necessário um maior estudo da sua órbita, bem como da relação entre o globo ocular e as pálpebras.
No tocante a esta modelagem eu estou propenso a fazer as palpebras através da duplicação do globo ocular e um escalonamento do mesmo.
Para o globo ocular acredito que além do "shader" devo utilizar uma construção que experimentei durante o curso e que acredito reserva algumas boas surpresas....



Vitória - mãos


Para finalizar aplicamos uma leve translação nos dedos dando um posicionamneto mais natural para os mesmos, esta etapa já é preparatória para o esqueletamento.
A parte mais difícil no processo de gerar a mão foi o arranjo dos polígonos do punho, por várias vezes me vi defronte a uma grande quantidade de polígonos com três lados em áreas que poderiam ser um grande problema para o render.
Após longo estudo de como ajustar esta malha mantendo os "edge loops" com certa coerência consegui chegar a um bom termo desta parte do corpo.


Duplicando-se os polígonos posicionados nas bases dos dedos e transladando os mesmos, geramos os dedos.


Para gerar o punho criou-se uma forma que já prepara o lançamento dos dedos.



As mãos são duplicações do polígono que compõe o pulso.



Vitória - pernas











Para a base do vestido, foi necessário descartar toda a modelagem inicial desta parte, o motivo esta ligado ao fato de, em determinados momentos, eu me prender de forma muito literal à ilustração com isto algumas deformações características do desenho bidimensional deturpam o processo de elaboração do modelo em 3D.
Resolvida esta questão, foi apenas uma sequência de duplicar, escalar e transladar, gerando as formas desejadas.




Vitória - vestido




Para melhorar a aparência da roupa, acrescentamos subdivisões e posicionamos os pontos de forma a conseguir um aspecto mais fluido para o tecido.


Vitória - corpo







A cabeça estando a contento, desviamos a atenção para o corpo da personagem.



Vitória - cabeça - 01

Alguns ajustes finos foram executados afim de nos aproximarmos do desenho de origem.



Da forma básica é que eu acrescentei os "edge loops", com isto me certifiquei de que os polígonos, em sua maioria, estivesem dentro da norma dos quatro pontos.











No curos de Pastel Seco e Técnicas de Ilustração com Lápis de Cor (SENAC) nossa professora sempre falava: "O maior desafio para o aluno é o rosto humano, desenhando um rosto ele se convence de que desenha qualquer coisa".
Sempre adotei esta norma para os meus desenhos e , no caso da Vitória, não fiz diferente, assim que determinei a forma básiaca para o corpo investi diretamente no rosto, caso fosse bem sucedido ele me daria um gás maior para o resto.
Um lembrete importante: É fundamental que a malha gerada pela subdivisão do cubo seja amplada aos poucos e, na medida da ampliação ir ordenando sua deformação evitando com isto problemas comuns como subdivisão exagerada, polígonos com mais ou menos de quatro lados, oquê causaria problemas na hora do render.






Vitória - cabeça











Vitória - 01




Vitória


Adicionamos subdivisões no bloco para começar a deformar o mesmo, aproximando-o da forma básica da ilustração de referência.









O modelo parte de um bloco, separamos metade deste e aplicamos "Clone Single", na esala conferimos valor negativo para o valor X, conseguindo, com isto, o efeito de espelhar a modelagem criando duas metades iguais que sofrerão as mesmas modificações, portanto reduzimos o trabalho pela metade.



Este é o desafio! Apesar de ter modelado um personagem e o meu próprio rosto, agente sempre balança na hora de fazer este tipo de modelagem.
Vitória foi para mim uma vitória....eheheheh!





Cenários - 05

A cena final do curta, composição onde Vitória observa seu quarto e depois aparece dormindo tranquilamente na cama.


Esta tomada faz-se necessária para o momento de leitura do livro, ela também deverá servir para a cena em que Vitória se aproxima da mesa onde está o livro.

Esta cena é para Vitória ser observada pelo "escuro", note porta e janela no plano de fundo.



Cenários - 04

O mobiliário, em vista de facilitar o processo de modelagem, foi executado em cenas novas. Desta forma a origem foi recuperada facilitando os processo de duplicação com simetria (os eixos de simetria são reconhecidos mais facilmente).
Toda a modelagem da escrivaninha, abatjour, criados mudo, cama e quadros seguiram os mesmos processos descritos anteriormente.
Para a composição das cenas estes mobiliários foram exportados como modelos, uma vantagem é que eles entram como um "grupo" selecionando-se o root deste grupo selecionamos todos os objetos.


Para compor o mobiliário utilizado nos cenários utilizamos um bloco de referência que será o tamanho aproximado da personagem.

Cenários - 03








Como o cenário já existia, o bevel apresentou algums falhas na adição dos pontos, foi necessário a "soldagem" dos pontos sobressalentes para a composição definitiva da malha.




Nas bordas do desenho aplicamos "Bevel" para conter a deformação excessiva.




As divisões do plano foram construídas de forma a comportar as deformações exigidas pela linguagem adotada.




Para a cena onde Vitória é confrontada com o escuro do alto da escada precisamos recriar o fundo da cena.